24 de fevereiro de 2013

Governo do Estado entrega acesso asfáltico à comunidade de Arambaré

O governador Tarso Genro inaugurou, neste sábado (23), o acesso asfáltico a Arambaré, na ERS-350, região centro-Sul do Estado. Com investimento do Executivo de R$ 32.217.416,41, a rodovia tem extensão de 30,87 quilômetros. Esta é mais uma cidade atendida pelo programa de Acessos Municipais contemplado no Plano de Obras Rodoviárias do Estado. Também prestigiaram o ato o vice-governador Beto Grill, o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, o secretário de Infraestrutura e Logística do RS, Caleb de Oliveira, o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Carlos Eduardo Vieira, prefeitos e lideranças da região.
O chefe do Executivo destacou o bom momento da agricultura gaúcha com a expectativa de uma grande safra este ano, bem como os programas e ações nas áreas da educação e recuperação das escolas, saneamento, energia e infraestrutura rodoviária. "Estamos, na verdade, reconstituindo a rede física do Estado e resgatando passivos históricos. Fizemos em dois anos um esforço muito grande, capitaneamos recursos e financiamentos para assegurar investimentos para o RS. A função do governante é impulsionar o Estado no caminho do progresso", disse ele ao destacar também ações de valorização dos quadros técnicos e anunciar novas contratações e concursos na área da segurança e magistério.

Tarso Genro também enfatizou o compromisso com a execução do Plano de Obras Rodoviárias, no qual serão investidos R$ 2,6 bilhões na recuperação da malha viária gaúcha, bem como nas duplicações de rodovias, ligações regionais e acessos municipais "A conclusão desta rodovia tornou-se uma questão de honra não só pela dimensão econômica e social que ela tem, mas para comprovar a responsabilidade política do Estado", ressaltou, lembrando que a obra levou dez anos para ser concluída. "Nós, homens e mulheres públicos, temos de ter responsabilidade institucional e de políticas de Estado e não de governo ou de partidos", afirmou.

O vice-governador Beto Grill ressaltou os investimentos do atual governo para transformar a realidade da Costa Doce e Centro-Sul, assim como as políticas públicas adotadas que propiciaram este desenvolvimento. "Seguramente, o governador Tarso fez em dois anos muito mais que outros governos nesta região. Podemos citar investimentos importantes na área de energia, água, saneamento, estradas, microcrédito, agronegócio e agricultura familiar, entre outras. São, certamente, uma série de ações que estão viabilizando o crescimento dessa região", destacou ele, lembrando o volume de obras rodoviárias, entre ela o Acesso Sul de Camaquã e em breve outro trecho da ERS-350.

Neste sentido, o titular da Seinfra destacou o investimento de mais de R$ 30 milhões na rodovia, lembrando que a obra integra um anel viário que contempla outros trechos da ERS-350 e anunciou que nos próximos meses será entregue à comunidade também o pavimento do acesso de Dom Feliciano.

Já a prefeita de Arambaré, Joselena Scherer lembrou que a obra foi considerada prioridade pela comunidade no orçamento participativo e ressaltou o trabalho de outros agentes políticos que contribuíram com os governos para que a obra fosse concluída. "É importante ressaltar o trabalho da Polícia Rodoviária Estadual e a Operação Golfinho no trabalho preventivo na rodovia, que, inclusive, já apresenta resultados positivos, pois não tivemos registro de nenhum acidente desde o início desta temporada de verão", disse ela, agradecendo o atual governo pelo aporte financeiro para a conclusão da obra.

15 de fevereiro de 2013

O avanço na distribuição da renda após dez anos de governos do PT

Da Carta Capital

Após dez anos de governos do PT, pode-se detectar uma importante melhora no perfil da distribuição da renda no País. Não vivemos em nenhum paraíso. Muito longe disso. Mas, em contrapartida, a situação é muito melhor que a do final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

O índice de Gini foi reduzido. Este índice mede a distribuição da renda e varia entre 0 e 1. Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade e quanto mais próximo de zero, maior a igualdade. O Gini brasileiro caiu de 0,585, em 1995, para 0,501, em 2011. Contudo, este é um número que ainda está distante dos índices de países tais como França (0,308) ou Suécia (0,244).

No início dos anos 1960, o Brasil possuía um Gini inferior a 0,5. Entretanto, os governos militares (1964-1985) adotaram um modelo de crescimento econômico com concentração de renda. O Gini subiu. Em meados dos anos 1990, com a queda da inflação, o índice de Gini sofreu uma redução.

O índice de Gini é calculado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. Mais de 96% das rendas declaradas na Pnad correspondem às remunerações do trabalho e às transferências públicas. Sendo assim, a desigualdade medida pelo Gini/Pnad não é adequada para revelar a distribuição da renda entre trabalhadores, de um lado, e empresários, banqueiros, latifundiários, proprietários de imóveis alugados e proprietários de títulos públicos e privados, de outro. O índice de Gini não revela a participação das rendas do trabalho e do capital como proporção do Produto Interno Bruto (o PIB, que é o valor de todos os serviços e bens que são produzidos).

Além do Gini, é preciso analisar a distribuição funcional da renda: capital versus trabalho. O processo de desconcentração da renda que está em curso no Brasil vai além da redução do índice de Gini. Ocorre, principalmente, devido ao aumento da participação dos salários como proporção do PIB.

Houve uma trajetória de queda da razão salários/PIB de 1995 até 2003, quando caiu a um piso de 46,23% (incluindo as contribuições sociais dos trabalhadores e excluindo a remuneração de autônomos). A partir de então, houve uma inflexão na trajetória, que se tornou ascendente. O último dado divulgado pelo IBGE é de 2009. Neste ano, a participação dos salários alcançou 51,4% do PIB superando a melhor marca do período 1995-2003, que foi 49,16%.

São variadas as causas do movimento positivo de aumento da participação dos salários no PIB. O rendimento médio do trabalhador teve um aumento real significativo entre 2003 e 2012.  Houve um vigoroso aumento real do salário mínimo nos últimos dez anos. E houve redução dos juros pagos pelo governo aos proprietários de títulos públicos e redução dos juros cobrados das famílias pelos bancos.

O índice de Gini/Pnad e a participação percentual das remunerações dos trabalhadores no PIB são medidas complementares. Ambas representam dimensões da desigualdade e do desenvolvimento socioeconômico do país. As duas medidas mostram que o desenvolvimento socioeconômico brasileiro está em trajetória benigna desde 2003-4. Elas mostram também que no período anterior (1995-2003) as rendas do trabalho perdiam espaço no PIB para as rendas do capital.

A recuperação do poder de compra dos salários foi o principal pilar da constituição de um imenso mercado de consumo de massas que foi constituído no Brasil nos últimos anos. Foi a formação desse mercado que possibilitou ao Brasil sair apenas com pequenos arranhões da crise de 2008-9. O desenvolvimento econômico e social brasileiro depende, portanto, do aprofundamento do processo distributivo em curso. Não existirá desenvolvimento sem desconcentração de renda.

Pacto contra analfabetismo tem apoio de 90% das cidades

Programa do governo federal envolve municípios, estados e universidades para alfabetizar todas as crianças de até 8 anos


O ano letivo começa nesta quinta-feira (14) em grande parte das escolas públicas do país. Junto com as aulas, tem início também o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Ao todo, 4.997 municípios dos 26 estados mais o Distrito Federal concluíram o processo de adesão ao pacto até dezembro de 2012, o que representa 89,8% dos municípios do país. Outros 328 aderiram parcialmente, não concluíram o processo de adesão ou não se manifestaram. Apenas oito optaram por não firmar o acordo que tem como objetivo assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

Para que o Pnaic seja implementado, desde o anúncio do pacto, em novembro do ano passado, o Ministério da Educação (MEC) trabalha na formação de uma rede que envolve estados, municípios, universidades e escolas na capacitação, ensino e avaliação da fase que compreende o ciclo da alfabetização: 1º, 2º e 3º anos da educação Básica.

Um total de 37 universidades públicas é responsável pela formação dos orientadores de estudo que por sua vez serão responsáveis pela capacitação dos professores alfabetizadores. De acordo com o calendário proposto pelo MEC, a formação dos orientadores acontece desde dezembro do ano passado em alguns estados. Até março a primeira etapa da formação - 40 horas do total de 400 horas, 200 por ano até 2014 - será concluída e será a vez dos professores receberem as aulas - com carga horária de 120 horas por ano.

5 de fevereiro de 2013

Salário mínimo de R$ 678 começa a ser pago à maioria dos trabalhadores nesta semana

O novo valor acresce R$ 56 à renda de quem ganha um salário mínimo e gera um impacto estimado nas contas da Previdência Social de mais de R$ 12,3 bilhões, em 12 meses. Ao todo, mais de 20 milhões de pessoas terão os benefícios reajustados.


Em vigor desde 1º de janeiro, o novo salário mínimo de R$ 678 só começa a ter efeito na renda da maioria dos trabalhadores brasileiros nesta semana, com o pagamento da quantia referente ao mês passado. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também está depositando os benefícios do piso previdenciário pelo novo valor. O pagamento das aposentadorias, dos auxílios e das pensões da Previdência começou no último dia 25 e vai até quinta-feira (7).
Quem recebe a cada 15 dias já foi beneficiado pelo aumento do salário mínimo no pagamento referente à primeira quinzena de janeiro. Quem recebe no dia 30 ou no início de cada mês só passou a sentir a diferença ao receber o salário do mês passado.
Até 2015, o salário mínimo será reajustado com base na Lei n° 12.382, de 25 de fevereiro de 2011. Pela regra, a cada ano, o aumento do salário mínimo corresponderá à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2013, o reajuste totalizou 8,83%. Desse total, 2,73 pontos percentuais referem-se ao crescimento do PIB em 2011; e o restante, à variação do INPC no ano passado.
O novo valor acresce R$ 56 à renda de quem ganha um salário mínimo e gera um impacto estimado nas contas da Previdência Social de mais de R$ 12,3 bilhões, em 12 meses. Ao todo, mais de 20 milhões de pessoas terão os benefícios reajustados.
Segundo os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do mínimo representa uma injeção anual de renda na economia de R$ 32,7 bilhões. O departamento informou também que o novo valor aumentará a arrecadação tributária em R$ 15,9 bilhões sobre o consumo, na mesma comparação, já que atualmente 45,5 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo.
(Agência Brasil)

4 de fevereiro de 2013

Brasil foi quem mais reduziu desigualdade entre Brics, diz estudo

http://i0.wp.com/www.sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2011/01/chocolatao.jpg?fit=300%2C300Entre as cinco maiores economias emergentes, o Brasil foi a que mais diminuiu a desigualdade socioeconômica nas últimas duas décadas. A conclusão consta de estudo comparativo, feito no ano passado com base em dados secundários (de organismos multilaterais internacionais como as Nações Unidas e o Banco Mundial) e publicado pelo Observatório das Desigualdades da Universidade de Lisboa.
Segundo a autora do estudo, Maria Silvério (mestranda em antropologia na área de migrações, globalização e multiculturalismo no Instituto Universitário de Lisboa), o Brasil é, entre os países do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), o único que “conseguiu diminuir consideravelmente a desigualdade de renda nos últimos 20 anos, saindo de um [coeficiente de] Gini de 0,61 em 1990 para 0,54 em 2009”. No índice (um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países), criado pelo estatístico italiano Corrado Gini, zero representa a igualdade total de renda.
Em intervalos de tempo nas duas últimas décadas, Maria Silvério observou que os demais países tiveram concentração de renda. “A África do Sul obteve um crescimento acentuado no Gini, que passou de 0,58 em 2000 para 0,67 em 2006 (…) A Rússia apresentou grandes oscilações no Gini, que foi de 0,24 em 1988 para 0,46 em 1996. Em 2002, o índice caiu para 0,36 e voltou a subir em 2008 para 0,42 (…) A China e a Índia apresentaram em 2005 um coeficiente de Gini de 0,42 e 0,37, respectivamente”, mostra o trabalho.
Os dados revelam que apesar da melhoria, o Brasil ainda é o segundo maior em desigualdade entre as grandes economias emergentes – só não é pior que a África do Sul que, até meados da década de 1990, vivia sob o apartheid (regime político e econômico de segregação racial). “O que chama a atenção no Brics é que o Brasil tem pessoas tão pobres quanto as mais pobres do mundo e tão ricas quanto as mais ricas”, explicou a pesquisadora à Agência Brasil.
Na opinião de Maria Silvério, a diminuição da desigualdade e o consequente aumento da classe média podem favorecer o crescimento da economia brasileira. “Normalmente, o que mais faz um país crescer é a classe média, que consome muito. Por ser classe média, tem expectativa de crescer mais ainda – o que fomenta a economia com maior circulação de bens e a compra de automóveis e imóveis”; avalia.
Além do coeficiente de Gini, Maria Silvério comparou a situação de homens e mulheres, a escolaridade e o acesso à saúde no Brics. À exceção da África do Sul, aumentou a expectativa de vida e diminuiu a mortalidade infantil entre as economias emergentes nos últimos 20 anos. O Brasil apresentou o maior crescimento da expectativa de vida (7,2 anos) e tem, juntamente com a China, a população com idade mais longeva (73,5 anos), em média.
A Rússia tem os melhores indicadores de mortalidade infantil e de escolaridade. No ex-país socialista, a mortalidade caiu de 27 mortes de crianças (até 5 anos) para cada mil nascidos (em 1990) para 12 óbitos na mesma proporção (em 2009). O Brasil teve a queda mais acentuada: de 56 para 21 mortes para cada mil nascidos e está à frente da Índia e da África do Sul (66 mortes).
Sobre a escolaridade média dos adultos, o Brasil (com 7,2 anos) apresenta pior indicador do que a Rússia (9,8 anos), a África do Sul (8,5 anos) e a China (7,5 anos) – superando apenas a Índia (4,4 anos). A escolaridade entre os emergentes é mais baixa que nos Estados Unidos (12,4 anos), na Alemanha (12,2), no Japão (11,6) e na França (10,6).
No Brics, o Brasil é o país com a maior proporção de mulheres com o ensino médio completo Para cada grupo de mil homens com essa escolaridade havia (em 2010) 1.054 mulheres com o mesmo tempo de escola.
Na China, há a maior proporção de mulheres no mercado de trabalho. Para cada função de homem empregado, havia 0,805 função de mulheres (dado de 2009). No Brasil, a proporção é uma função de homem para cada 0,734 de mulheres empregadas.

Vereadores camaquenses aprovam projeto para recontratar CCs

Na quarta-feira (30/01), foi realizada a 2ª Sessão Extraordinária no Plenário da
Câmara Municipal de Vereadores de Camaquã.
A sessão foi convocada principalmente para aprovar o Projeto de Lei Legislativo nº 2 de 2013, de autoria da Mesa Diretora, e sua Emenda Modificativa nº 1 de 2013. Essas proposições reestruturam os cargos do Quadro de Cargos em Comissão do Poder Legislativo.
 
Conforme já anunciando, as principais mudanças aprovados pelos vereadores, foram:

> Extinção dos Cargos de Assessor de Imprensa e Diretor Geral da Câmara;
 
> Criação de um Cargo de Assessor da Presidência, com o vencimento de R$ 2,2 mil;
 
> Redução do vencimento do Cargo de Assessor Parlamentar de Bancada para R$ 2,2 mil com a respectiva redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e possbilidade de todas as bancadas, com assento na Câmara, terem direito a um assessor;

> Redução do vencimento do Cargo de Assessor Parlamentar de Vereador para R$ 2,2 mil com a respectiva redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e criação de mais cinco vagas, totalizando 15;

> Redução do vencimento do Assessor Jurídico para R$ 3,5 mil;

> Redução da jornada de trabalho do Cargo Assessor Técnico para 30 horas semanais.

A redação final do projeto e de sua emenda será encaminhada para a sanção do Prefeito em exercício, Sr. Paulo Roberto Meca e, assim que for promulgada e publicada a lei, o presidente do Poder Legislativo, vereador Vinícios Araújo, imediatamente nomeará seu Assessor Jurídico, Sr. Marlon Wruck.

A nomeação do assessor jurídico é prioritária, porque, juntamente com a Comissão Permanente de Constituição e Justiça (CCJ), terá a responsabilidade de analisar todas as indicações para preenchimento dos cargos em comissão, antes dos mesmos serem preenchidos.

Quando todas as indicações forem aprovadas pelo Assessoria Jurídico e pela CCJ, o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Camaquã, procederá à nomeação de todos os cargos em comissão. 
 
Câmara Municipal de Vereadores de Camaquã

1 de fevereiro de 2013

Relação entre valor do novo salário mínimo e preço da cesta básica é a maior desde 1979

O aumento do salário mínimo de R$ 622 para R$ 678 deve injetar R$ 32,7 bilhões na economia em 2013. 
 
O valor da cesta em janeiro é estimado R$ 300,00O novo salário mínimo de R$ 678, que entrou em vigor na primeira terça-feira (1º) do ano, terá o poder de compra equivalente a 2,26 cestas básicas, de acordo com os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). O valor da cesta em janeiro é estimado em R$ 300,00. Essa relação entre as médias do salário mínimo anual e da cesta básica anual é a maior da série histórica registrada desde 1979, o que deve beneficiar cerca de 45,5 milhões de pessoas, que têm rendimentos referenciados no valor do salário mínimo.

Aumento deve injetar R$ 32,7 bi na economia

Para o Dieese, o aumento do salário mínimo de R$ 622 para R$ 678, deve injetar R$ 32,7 bilhões na economia em 2013. O reajuste de 9% foi definido com base na Lei n° 12.382. Pela regra, o valor foi definido com base no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, de 2,73%, mais a inflação anual medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimada em 6,10%.

A entidade sindical destacou também a importância da luta pela política de valorização do salário mínimo, que vem sendo conduzida pelo governo federal. “Em 2004, as Centrais Sindicais, por meio de movimento unitário, lançaram a campanha de valorização do salário mínimo. Nesta campanha, foram realizadas três marchas conjuntas em Brasília com o objetivo de fortalecer a opinião dos poderes Executivo e Legislativo acerca da importância social e econômica da proposta de valorização do salário mínimo”, acrescenta a nota.

Em maio de 2005, o salário passou de R$ 260,00 para R$ 300,00. Em abril de 2006, foi elevado para R$ 350,00, e, em abril de 2007, corrigido para R$ 380,00. Em março de 2008, o salário mínimo foi alterado para R$ 415,00 e, em fevereiro de 2009, o valor ficou em R$ 465,00. Em janeiro de 2010, o valor do piso salarial do País passou a R$ 510,00, resultando em aumento real de 6,02%. Em 2007, foi acordada a política permanente de valorização do salário mínimo até 2023.

Previdência e arrecadação

O aumento de R$ 56 no salário mínimo deve gerar um impacto estimado nas contas da Previdência Social de mais de R$ 12,3 bilhões, em 12 meses. O departamento informou ainda que o novo valor aumentará a arrecadação tributária em R$ 15,9 bilhões sobre o consumo, na mesma comparação, já que atualmente 45,5 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo.

Com o novo valor do salário mínimo fixado em R$ 678, segurados do INSS que recebem até o piso previdenciário terão os benefícios corrigidos na folha de janeiro, que começa a ser paga no dia 25 deste mês e vai até 7 de fevereiro. Ao todo, mais de 20 milhões de pessoas terão os benefícios reajustados.


Governo federal construirá mais 3,4 milhões de moradias até 2014

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou que a meta do Programa Minha Casa Minha Vida é contratar 3,4 milhões de novas moradias até 2014. Segundo o ministro, para que o objetivo seja alcançado é fundamental o estreitamento do relacionamento entre os governos federal, estadual e municipal.
Criado em 2009, o programa já entregou mais de 1 milhão de unidades habitacionais e investiu mais de R$ 156 bilhões. De acordo com o ministro, no ano passado o Minha Casa Minha Vida gerou um impacto positivo em relação ao PIB brasileiro de 0,8%, por meio da geração de empregos e movimentação da cadeia produtiva.

O ministro falou também sobre os recursos destinados aos projetos de mobilidade urbana. De acordo com Aguinaldo Ribeiro, já foram realizadas as seleções para as cidades da Copa do Mundo de 2014, para o PAC Grandes Cidades e agora será anunciada a seleção para o PAC Médias Cidades. “Estão sendo investidos R$ 22 bilhões no PAC Grandes Cidades, R$ 7 bilhões no Médias Cidades, R$ 7 bilhões para as obras de mobilidade para a Copa e R$ 7 bilhões em pavimentação e qualificação de vias urbanas”, informou.

Fonte: Blog do Planalto

IBGE: Desemprego fecha 2012 em 5,5%, a menor taxa da série histórica iniciada em 2002

A taxa de desemprego do país ficou em 4,6% em dezembro e fechou o ano de 2012 em 5,5%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (31), sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que revela que o desemprego encerrou o ano de 2012 no nível mais baixo desde de 2002. Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE o índice recuou para 4,6% em dezembro de 2012, após ficar em 4,9% em novembro.
Com esse resultado, na média dos 12 meses de 2012 a taxa de desocupação ficou em 5,5%. Segundo o IBGE, esse índice também consiste na menor média anual da série histórica. Em 2011, a taxa média ficara em 6%.
Nessa quarta-feira (30), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) já havia anunciado que, pelo quarto mês consecutivo, o desemprego havia registrado queda.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 11,6 milhões, o que significa que cresceu 1,3% na comparação com novembro, e teve elevação de 3,6% na comparação com dezembro de 2011, o que representou um adicional de 408 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano.

Renda
O rendimento médio real habitual cresceu 3,2% em dezembro 2012 na comparação com 2011, para R$ 1.805. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 42,7 bilhões, valor 6,5% maior que o total registrado em 2011, e 1,0% menor que o verificado em novembro.
A PME abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

29 de janeiro de 2013

O que a morte não cessa de nos dizer

A dor provocada por tragédias como a ocorrida neste final de semana na cidade de Santa Maria sacode a sociedade como um terremoto, despertando alguns de nossos melhores e piores sentimentos. Um acontecimento brutal e estúpido que tira a vida de 233 pessoas joga a todos em um espaço estranho, onde a dor indescritível dos familiares e amigos das vítimas se mistura com a perplexidade de todos os demais. Como pode acontecer uma tragédia dessas? A boate estava preparada para receber tanta gente? Tinha equipamentos de segurança e saídas de emergência? Quem são os responsáveis? 
 
Essas são algumas das inevitáveis perguntas que começaram a ser feitas logo após a consumação da tragédia? E, durante todo o domingo, jornalistas e especialistas de diversas áreas ocuparam os meios de comunicação tentando respondê-las. As redes sociais também foram tomadas pelo evento trágico. Os indícios de negligência e falhas básicas de segurança já foram apontados e serão objeto de investigação nos próximos dias. Mas há outra dimensão desse tipo de tragédia que merece atenção.

É uma dimensão marcada, ao mesmo tempo, por silêncio, presença e exaltação da vida. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse na tarde deste domingo que o momento não era de buscar culpados, mas sim de prestar apoio e solidariedade às milhares de pessoas mergulhadas em uma profunda dor. Não é uma frase fácil de ser dita por uma autoridade uma vez que a busca por culpados já estava em curso na chamada opinião pública. E tampouco é uma frase óbvia. Ela guarda um sentido mais profundo que aponta para algo que, se não representa uma cura imediata para a dor, talvez expresse o melhor que se pode oferecer para alguém massacrado pela perda, pela ausência, pela brutalidade de um acontecimento trágico: presença, cuidado, atenção, uma palavra. 

Quem já perdeu alguém em um acontecimento trágico e brutal sabe bem que o caminho da consolação é longo, tortuoso e, não raro, desesperador. E é justamente aí que emerge uma das melhores qualidades e possibilidades humanas: a solidariedade, o apoio imediato e desinteressado e, principalmente, a celebração do valor da vida e do amor sobre todas as demais coisas. A vida é mais valiosa que a propriedade, o lucro, os negócios e todas nossas ambições e mesquinharias. Na prática, não é essa escala de valores que predomina no nosso cotidiano. Vivemos em um mundo onde o direito à vida é, constantemente, sobrepujado por outros direitos. Tragédias como a de Santa Maria nos arrancam desse mundo e nos jogam em uma dimensão onde as melhores possibilidades humanas parecem se manifestar: o Estado e a sociedade, as pessoas, isolada e coletivamente, se congregam numa comunhão terrena para tentar consolar os que estão sofrendo. Não é nenhuma religião, apenas a ideia de humanidade se manifestando.

Uma tragédia como a de Santa Maria não é nenhuma fatalidade: é obra do homem, resultado de escolhas infelizes, decisões criminosas. Nossa espécie, como se sabe, parece ter algumas dificuldades de aprendizado. Nietzsche escreveu que muito sangue foi derramado até que as primeiras promessas e compromissos fossem cumpridos. É impossível dizer por quantas tragédias dessas ainda teremos que passar. Elas se repetem, com variações mais ou menos macabras, praticamente todos os dias em alguma parte do mundo e contra o próprio planeta. 

Talvez nunca aprendamos com elas e sigamos convivendo com uma sucessão patética de eventos desta natureza, aguardando a nossa vez de sermos atingidos. Mas talvez tenhamos uma chance de aprendizado. Uma pequena, mas luminosa, chance. E ela aparece, paradoxalmente, em meio a uma sucessão de más escolhas, sob a forma de uma imensa onda de compaixão e solidariedade que mostra que podemos ser bem melhores do que somos, que temos valores e sentimentos que podem construir um mundo onde a vida seja definida não pela busca de lucro, de ambições mesquinhas e bens materiais tolos, mas sim pela caminhada na estrada do bom, do verdadeiro e do belo. A morte nos deixa sem palavras. Mas ela nos diz, insistentemente: é preciso, sempre, cuidar dos vivos e da vida.

(*) ILustração: Jean-François Millet/The Angelus

Postado por Marco Weissheimer

Governador Tarso Genro quer inquérito exemplar sobre tragédia em Santa Maria

O governador Tarso Genro retornou a Santa Maria nesta segunda feira (28), local da segunda maior tragédia do País, o incêndio da boate Kiss, que vitimou 231 jovens. Na sede da Delegacia de Polícia, acompanhado do procurador-geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga, do secretário Airton Michels, e do chefe de polícia Ranolfo Vieira Júnior, as autoridades falaram para a imprensa sobre as questões relacionadas às investigações.

"Vim fazer esta visita para tomar conhecimento do inquérito. Queremos um inquérito exemplar e que indique as responsabilidades". Tarso destacou o trabalho das equipes (Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Instituto Geral de Perícias) que, em 24 horas, identificaram todas as vítimas. O trabalho também foi elogiado pelo procurador-geral Eduardo de Lima Veiga.

Segundo o delegado Ranolfo Vieira Júnior, a investigação, após cumprir as duas primeiras etapas - identificação e liberação dos corpos - prendeu três responsáveis. O quarto responsável será apresentado pelo advogado na tarde desta segunda.

"A Polícia Civil não vai apresentar nomes, pois isso é fundamental para o andamento do processo investigativo. As equipes vão trabalhar em três questões fundamentais: as provas documentais, os proprietários formais do estabelecimento, as perícias necessárias e provas testemunhais".

Após a entrevista coletiva, o governador visitou a sede municipal do Ministério Público em Santa Maria. Ao demonstrar orgulho do trabalho realizado pelas equipes de saúde, resgate e perícia, Tarso afirmou estar confiante na investigação da polícia. "A partir das lições dessa tragédia, o Ministério Público poderá apresentar sugestões para melhorar a legislação vigente, para que acontecimentos como esse não se repitam".

O promotor de Justiça, Joel Dutra, elogiou a integração das equipes e o atuação dos servidores que trabalharam na remoção e identificação das vítimas. "Percebemos uma total integração no trabalho de todos esses servidores", ressaltou.


Texto: Anamaria Bessil
Foto: Pedro Revillion/ Palácio Piratini
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

Encontro com prefeitos: Dilma anuncia mais de R$ 66 bilhões para municípios

Momento atual é de consolidação de um novo patamar das relações federativas e de desenvolver ainda mais o diálogo entre governo federal e municípios..


Durante a abertura do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, nesta segunda-feira (28), a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância da ação conjunta entre governo federal e municípios para que o “Brasil seja um país muito mais justo e desenvolvido”. A presidenta anunciou R$ 66,8 bilhões de recursos novos para investimentos em diferentes áreas, como saneamento, pavimentação e mobilidade.

“Vocês terão, logo no início do mandato, ainda neste ano de 2013, em torno de 66,8 bilhões de recursos novos para investimentos em diferentes áreas. São R$ 35,5 bilhões para obras de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana, selecionadas no final de 2012. (…) São recursos novos. Além disso, hoje abrimos nova seleção para investimentos, que somaram mais R$ 31,3 bilhões. Também aqui não há tempo a perder, e será necessário elaborar os projetos o mais rápido possível”, detalhou Dilma.

Para a presidenta, o momento atual é de consolidação de um novo patamar das relações federativas e que é necessário desenvolver ainda mais o diálogo entre governo federal e municípios. Dilma ainda destacou as oportunidades para municípios com até 50 mil habitantes, que poderão concorrer a, no mínimo, mais 135 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Os prefeitos terão acesso a construção de quadras poliesportivas, com a queda das exigências para qualificação, de 500 alunos para 100, e também poderão se habilitar para a construção de creches oferecidas em 2011 e que ainda não foram contratadas.

“Além de financiar a construção das creches e pré-escolas fizemos vária mudanças na legislação para apoiá-los também no custeio. Agora nós pagamos o custeio até que se inicie o repasse do Fundeb. Quando a criança é beneficiária do Bolsa Família – e isso é importante lembrar – o governo federal aporta um adicional de 50% do valor do Fundeb. Com essas mudanças nós criamos condições mais adequadas para que todos nos apóiem na tarefa de garantir às crianças de zero a cinco anos, independente da renda de sua família, igualdade de oportunidade em seu processo de desenvolvimento”, ressaltou.

A presidenta afirmou ainda que o governo federal vai resolver o problema das contas previdenciárias dos municípios. Segundo ela, com o pagamento da primeira parcela, serão equacionadas as dívidas de 79% de todos os municípios que tinham essas pendências. Dilma também fez um resumo de todas as ações coordenadas pelo governo federal para o enfrentamento aos efeitos da estiagem no semiárido do Nordeste e de Minas Gerais, como a entrega de 240 mil cisternas até o fim de 2013 e o investimento de R$ 20,1 bilhões em obras estruturantes para aumentar a segurança hídrica na região. Ela ainda ressaltou que, mesmo depois da chuva, o apoio continuará com a mesma presteza e determinação para que a produção possa ser retomada, fortalecendo as economias locais.

29 de outubro de 2012

Vitória em São Paulo: Petista Fernando Haddad é o novo prefeito da capital paulista

Ex-ministro da Educação nos governo Lula e Dilma vai governar a maior cidade do País

O petista Fernando Haddad, ex-ministro da Educação nos governos de Lula e Dilma Rousseff é o novo prefeito de São Paulo.
Haddad venceu o tucano José Serra com 56% dos votos válidos.

Trajetória de Fernando Haddad

O ex-ministro da Educação Fernando Haddad, que ocupou a pasta entre julho de 2005 e janeiro de 2012, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, é filiado ao PT desde 1983 e esta é a primeira eleição de sua vida pública. Antes desta campanha, as únicas experiências em urnas foram na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na capital, quando cursava o terceiro ano e foi eleito vice-presidente do Centro Acadêmico 11 de Agosto em uma chapa encabeçada pelo jornalista Eugenio Bucci. No ano seguinte foi o presidente. Indicado por Lula para disputar a prefeitura paulistana, Haddad apareceu com apenas 3% das intenções de voto na primeira pesquisa, divulgada em maio pelo Ibope.

Para comparação, o adversário a ser batido então despontava com quase 40% das sondagens. Aos 70 anos, José Serra (PSDB) já havia disputado nove eleições, tendo vencido duas para deputado, uma para senador, uma para governador e uma para prefeito; e perdido duas à Presidência da República e outras duas à prefeitura – agora três, sendo que na reta final comportou-se mais como franco-atirador, interessado em preservar, para os que vierem depois dele, o que há de rejeição ao PT. Haddad estava ainda atrás de Paulinho da Força (PDT), Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS), Netinho de Paula (PCdoB) e Celso Russomano (PRB). 

Nestes cinco meses o intelectual com sólida carreira acadêmica, e tido como gestor eficiente à frente do Ministério da Educação, foi perdendo o acanhamento e a falta de traquejo em campanha eleitoral e no corpo a corpo com os eleitores, ganhando pontos nas pesquisas, pedidos de autógrafo e também de fotografias junto a moradores durante comícios e caminhadas. O Haddad que teve seu nome exposto nas urnas eletrônicas do maior colégio eleitoral do país, neste domingo é, pelo menos um pouco, diferente daquele dos 3% que mal tinha companhia de militantes nas andanças pela cidade e era bastante desconhecido dos eleitores, principalmente da periferia. 
Paulistano, nasceu no dia do aniversário da cidade, 25 de janeiro, em 1963, e cresceu no bairro Planalto Paulista. Aos 18 anos entrou para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP). Também na USP, fez mestrado em Economia e doutorado em Filosofia. Filho de Khalil Haddad, libanês que deixou seu país com 22 anos de idade e imigrou para São Paulo em 1947, e de Norma Thereza Goussain Haddad, filha de libaneses, Fernando é o único homem entre as irmãs Priscila e Lúcia, uma mais velha e outra mais nova do que ele.

O pai era camponês no Líbano e estudou até os oito anos. Quando veio para São Paulo foi trabalhar como atacadista de tecidos na rua 25 de Março e depois de 11 anos no Brasil casou-se com Thereza. A mãe formou-se no curso de Magistério no Liceu Pasteur, onde aprendeu francês. Ela se casou com 20 anos e foi ser dona de casa. Encheu as estantes com as principais enciclopédias do mercado na época e fez de tudo para garantir boa educação aos filhos.

Haddad fez o ensino básico no Ateneu Ricardo Nunes e o secundário no Colégio Bandeirantes e sonhava em ser engenheiro. Mas acabou trocando os cálculos pelos códigos de leis quando seu pai perdeu a casa ao se ver envolvido por um golpe de um estelionatário. A difícil situação da família fez Haddad prometer a si mesmo que não queria passar por uma situação similar. “O caminho para isso dava no Largo de São Francisco, onde se encontra a velha Academia de Direito. E para lá eu fui.” Em 1988, depois de formado e aos 25 anos casou-se com a dentista Ana Estela Haddad. Quatro anos depois o casal teve o primeiro filho, Frederico. Em 2000 nasceu Ana Carolina.
Atuou em incorporação e construção civil, foi analista de investimento, professor no Departamento de Ciência Política na USP, consultor na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nesse ínterim, em 1997, a família se desfez do negócio mantido na Rua 25 de Março, por conta de problemas de saúde do pai.
Em 2001, convidado por João Sayad, então secretário de Finanças na Prefeitura de São Paulo na administração de Marta Suplicy, Haddad, assume a chefia de gabinete da Secretaria. Trabalhou na estratégia de escalonamento dos débitos junto aos credores e ajudou a organizar as finanças municipais, o que permitiria a retomada da capacidade de investimento depois de dois anos de mandato. Em 2003, deixou a prefeitura para se tornar assessor especial no Ministério do Planejamento, sob o comando do então ministro Guido Mantega, atual ministro da Fazenda.

Em 2004 assumiu o posto de secretário-executivo no Ministério da Educação – função logo abaixo da do ministro na hierarquia do órgão, então comandado por Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul. Na verdade, ministro responde pelo comando político na estrutura de um ministério; e secretário-executivo responde pela gestão operacional. Haddad estava para Genro como Dilma, chefe da Casa Civil, estava para o então presidente Lula.
Com a ida de Tarso Genro para o Ministério da Justiça, em 2005, Haddad assumiu o comando da Educação.

Ali criou o Programa Universidade Para Todos (Prouni), que atendeu a mais de 1 milhão de estudantes desde que foi implementado, em 2005, até o segundo semestre de 2012, e a maioria (67%) com bolsa de estudo integral. No período em que Haddad esteve no ministério, as vagas no ensino superior público federal passaram de 139,9 mil em para 218,2 mil, foram criados 126 campus universitários federais, 214 escolas técnicas e 587 polos de educação à distância. O número de formandos cresceu 195% nos últimos dez anos. Haddad foi um dos poucos ministros da era Lula mantido pela presidenta Dilma, eleita em 2010. Só deixou o posto no início deste ano para participar da disputa pela sucessão paulistana.

(Com informações da Rede Brasil Atual)

26 de outubro de 2012

Eleitor ainda pode denunciar crimes ao Ministério Público Eleitoral

Eleitor ainda pode denunciar crimes ao Ministério Público EleitoralTerminado o período eleitoral, continuam em andamento as investigações contra diversos candidatos que descumpriram a lei durante a campanha política. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pode ajuizar ações até a data da diplomação dos eleitos, que deve ocorrer até 19 de dezembro.

A instituição conta com 173 promotores espalhados pelo Rio Grande do Sul, um em cada zona eleitoral. Grande parte dos casos investigados partiu da própria população e envolve propaganda irregular, compra de votos, abuso do poder econômico ou até utilização da máquina pública. Pela internet, o MPE recebeu quase 1,3 mil denúncias.

“Muitas vezes passa pela cabeça das pessoas que a votação terminou e que não há mais possibilidade de nenhuma medida. Mas existe uma série de ações eleitorais que podem ser ajuizadas antes da diplomação, ou mesmo algum tempo depois, que buscam atacar as situações de ilicitudes que tenham violado as normas relativas à transparência do pleito, à preservação da vontade do eleitor”, explica o coordenador do Gabinete de Assessoramento Eleitoral (Gael) do MPE, José Francisco Seabra Mendes Júnior.
O MPE recebe denúncias pelo telefone: (51) 3295.1461. Também é possível utilizar a internet, preenchendo o formulário eletrônico disponível no site www.mp.rs.gov.br/gael/denuncia ou enviando e-mail para denunciaeleitoral@mp.rs.gov.br. O denunciante pode, ainda, entrar diretamente em contato com o promotor eleitoral que atua na localidade.

Artigo: O PT e os teimosos fatos, por Elvino Bohn Gass

Um dos bons debates que se trava no Brasil atual diz respeito ao comportamento dos grandes veículos de comunicação. Discussão que só não se amplia porque é interditada por quem mais poderia se beneficiar dela, a própria mídia. Em alguns países, contudo, esta contenda fez nascer mecanismos de controle público tão positivos que, recentemente, grandes conglomerados de mídia fecharam suas portas porque, simplesmente, não cumpriam o dever de informar.


Se a imprensa trabalha com fatos, é adequado que a analisemos a partir daquilo que deveria ser sua matéria-prima: os fatos.
A eles, então:
Dias antes do primeiro turno da eleição municipal, o colunista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, afirmava: “...Serra e Haddad subestimaram Russomano; custaram a perceber que ele era mais do que se havia imaginado…”.
O fato: Russomano ficou fora do segundo turno. Para ficar no mesmo verbo, a Folha subestimou os vencedores do primeiro turno.
No jornal Estado de São Paulo, Dora Kramer sentenciava: “...Lula não é mais aquele, sua liderança se esvai e sua influência míngua…” O mesmo Estadão, em editorial do dia 30 de setembro, sob o sugestivo título “Lula está definhando?” via o seguinte cenário:  “...o esfarelamento petista nas eleições municipais, resultante da mão pesada de Lula…” E no Globo, Merval Pereira previa: “...a mais complicada eleição paulistana pode acabar deixando de fora da disputa Fernando Haddad, o candidato que o ex-presidente tirou do bolso de seu colete, outrora considerado milagreiro. Terá sido a primeira vez em que o PT não disputará o segundo turno na capital paulista, derrota capaz de quebrar o encanto que se criou em torno das qualidades quase mágicas do líder operário tornado presidente…”
Tivemos, também, Cláudio Humberto, categórico: “...apadrinhado de Lula, Haddad esperava atropelar Serra com a entrada da presidente Dilma e de Marta Suplicy na campanha. Deu chabu…” e “...o comando petista acha que Haddad empacou porque o escândalo do mensalão virou campeão de audiência no horário eleitoral gratuito…”. Mais: Marco Antonio Villa garantia: “...o grande perdedor é o Lula. Até agora, ele fracassou em suas principais movimentações. Se a candidata fosse Marta Suplicy em São Paulo, ela estaria no segundo turno…”

Governo Tarso duplica repasses de recursos para hospitais filantrópicos, revela Pont

Foto: Em 22 meses, o governo Tarso duplicou os recursos destinados aos hospitais filantrópicos. Até outubro de 2012, o segmento contou com um aporte de R$ 410 milhões. Nos quatro anos da administração passada, foram disponibilizados R$ 195 milhões para estas instituições, que alegam operar com um prejuízo anual de R$ 310 milhões. A comparação foi apresentada pelo deputado Raul Pont (PT) durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (25) na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa que discutiu a situação do segmento hospitalar.

O parlamentar revelou, ainda, que o orçamento para o próximo ano reserva mais de R$ 400 milhões para os 239 hospitais filantrópicos gaúchos.


O presidente do Sindicato dos Hospitais Filantrópicos, Júlio Matos, alega que o endividamento do setor já ultrapassa R$ 1,2 bilhão. “As dificuldades não são de hoje. Vêm de longa data e ameaçam a existência destas instituições”, afirmou.


O secretário adjunto de Saúde, Elemar Sand, reconheceu a importância do trabalho dos hospitais filantrópicos e defendeu a mudança da estratégia na saúde a partir do fortalecimento da atenção básica. “É preciso planejar melhor a gestão, atuar em conjunto e fortalecer, como já estamos fazendo, a rede de atenção básica à saúde para que ela possa absorver casos que hoje são repassados aos hospitais. Do contrário, poderemos passar a investir 20% no setor e continuaremos enfrentando os mesmos problemas”, frisou.


Além dos repasses previstos no orçamento, os filantrópicos contam com uma linha especial de financiamento com juros subsidiados pelo Estado. O Fundo de Apoio e Recuperação dos Hospitais do Estado do Rio Grande do Sul (Funafir) tem disponível no Banrisul cerca de R$ 85 milhões para empréstimos aos hospitais. O juro é de 1,5% ao mês, sendo que o Estado arca com 50% do custo.

16 de outubro de 2012

Eleições 2012: – Resultados, prefeitos e vices do PT/RS

O Partido dos Trabalhadores é o partido que mais recebeu votos em todo o Rio Grande do Sul.

O PT gaúcho totalizou 1 milhão, 446 mil, 655 votos, chegando a 72 prefeituras e elegendo 83 vice-prefeitos – 12 em chapa pura PT/PT e 73 coligado com outros partidos. Com este resultado, ao PT alcança o índice de crescimento proposto pelo Grupo de Trabalho Eleitoral como meta para 2012 de 20%. O PT passa de 61 prefeitos eleitos em 2008, para 72 em 2012.
O partido também cresceu nas câmaras municipais, passando de 519 para 656 vereadores e vereadoras.
Ao analisar o desempenho do PT gaúcho nas eleições, o presidente do partido, deputado Raul Pont destacou a militância do PT. “É preciso reconhecer o empenho e a garra dos milhares de militantes que muitas vezes sem condições materiais defenderam nosso projeto nas ruas, garantindo o crescimento de nosso partido”, frisou. Para o líder petista, o desempenho do PT foi bom, ao passar de 60 para 72 prefeituras e eleger mais de 650 vereadores no Rio Grande do Sul. “O PT é o partido que mais recebeu votos nas chapas majoritárias que encabeçou, atingindo mais de 1,45 milhões de votos. Tivemos no estado um desempenho equivalente ao registrado em nível nacional, onde conquistamos 624 municípios”, contabilizou.
O PT/RS elegeu 111 vereadoras, alcançando um crescimento de 65%, comparado a eleição de 2008. Conforme, a Secretária Geral do PT/RS, “o número é o resultado da exigência de paridade na nominata dos candidatos e demonstra a força e a vitalidade das mulheres na política”, conclui Eliane Silveira. Para a dirigente, o PT que trabalha com o slogan “Lugar de Mulher é na Política” e fez campanha com material específico de gênero, “acertou em apoiar as candidaturas femininas” e destaca, “o partido é pioneiro na aprovação de normas estatutárias que garantiram a participação das mulheres em suas chapas”. Eliane Silveira destaca ainda, a eleição de  quatro prefeitas e seis vice-prefeitas pelo partido no Estado, como resultado positivo da estratégia eleitoral, aprovada no GTE, de trabalhar de forma pontual a candidatura das mulheres. Tratando das políticas públicas e de propostas específicas de gênero para o debate municipal.
Municípios onde o PT elegeu prefeitas, Nova Santa Rita,  Torres, Guarani das Missões e  Itatiba do Sul. As vices, Ajuricaba,  Alegrete, Arroio dos Ratos,  Cachoeira do Sul,  Lavras do Sul e Salto do Jacuí
 
Confira na lista abaixo
A Juventude Petista comemora a eleição de Gislaine Ziliotto. A petista, com 17 anos, foi a mais votada no município de Ipê. Outra representante da JPT, Marina Braatz, foi eleita vereadora em Pontão, e completa 18 anos antes de assumir o mandato. Para a Secretária de Juventude do PT/RS, “a eleição destas companheiras e tantos outros petistas demonstra a força da juventude do partido, sua organização no Estado e contraria a afirmação de muitos de que os jovens não se interessam por política”. “Sim, os jovens tem projetos e proposta para as suas cidades e estão dispostos a lutar por elas”, argumenta Iris de Carvalho.
O PT gaúcho também fez 17 prefeituras nos 50 maiores municípios.
Somado, campo democrático e popular (PT – PDT – PSB – PTB), base aliada do governo estadual, alcançou a vitória em 31 dos 50 maiores municípios. Se considerarmos a base de apoio da presidenta Dilma este número sobe para 44 municípios.

PREFEITOS (AS) DO PT ELEITOS(AS) EM 2012

Eleições 2012 em Camaquã "O Rei Está Nú" - Por Tiago Centeno

"O REI ESTÁ NU !"...Convido meus caros amigos a refrescar a memória lembrando um conto do dinamarquês Hans Christian Andersen, escrito em 1837, que aos meus olhos é um paralelo excelente para a análise do motivo central que leva João Carlos Machado (JCM) à vitória em Camaquã. Andersen contava que um bandido, anunciando-se alfaiate de terras longínquas, afirma ao rei que poderia fazer um traje muit
o bonito e caro, mas que somente os bastante astutos e inteligentes poderiam enxergá-lo. O rei, do alto de sua vaidade, gostou da proposta e assim pediu que o alfaiate fizesse uma roupa dessas para ele.O meliante recebeu de vossa alteza numerosos baús repletos de jóias, rolos de linha de ouro, seda e os mais diversos materiais raros e exóticos, necessários, segundo o bandido, para a confecção da roupa. Ele escondeu todos os tesouros e passou dias em seu tear, fingindo tecer fios invisíveis, que todos alegavam ver, receosos de parecerem estúpidos.Eis que, em um determinado dia, o rei cansa e ordena a um de seus ministros que tragam o falso alfaiate e o trabalho prometido.A mesa de trabalho vazia, apontada pelo falso tecelão, recebeu as seguintes exclamativas do rei: “Que maravilhosas vestes ! Que belo trabalho !”, embora não houvesse nada além de uma modesta mesa, pois admitir que nada via seria a admissão, diante de seus súditos, que não possuía inteligência e capacidade necessária para ocupar o trono.A nobreza que o cercava fingia incontida admiração pelo trabalho do bandido, passando assim a falsa idéia de competência e capacidade. O charlatão acertou que as roupas em breve estariam prontas e o rei anunciou uma grande parada na cidade para apresentar ao povo as vestes especiais. Em meio à multidão “crédula”, uma criança desmascara a farsa: “O rei está nu !”. A manifestação, escutada por todos, tem como sequência um rei que se encolhe, desconfiando da veracidade da afirmação, mas segura a pose e segue a procissão.
 
Camaquã assistiu, no último pleito municipal, a vitória constrangedora de JCM, que arranca para a disputa como largo favorito e encerra a campanha com mísero 1% de diferença diante de Copes. A nobreza e seus súditos fiéis consideravam o rei imbatível e a reta final do processo revelou que a maioria da população camaqüense rejeitou vossa alteza – a soma dos votos de José Carlos Copes e Fábio Renner suplantam a votação de JCM. Ancorado no mantra da honestidade e da competência, tendo como bordão o arrogante “Todos por Camaquã”, JCM desconfia que a campanha começa a fazer água. Após sentir o golpe da população que compra a idéia do “prefeito de meio mandato” e anunciar desastrosamente a venda da prefeitura municipal, caso eleito, o rei e seus ministros detectam o forte crescimento de Copes e partem para um silencioso ataque, que se agudiza na última semana que antecede o pleito. A cartilha da moral e dos bons costumes é rasgada para garantir a vitória.Vandalismo (destruição de placas dos adversários por sua militância), agressões promovidas por seus militantes, mentiras ( quem não lembra do comício de 8.000 pessoas e da pesquisa manipulada ?), uso da máquina ( patrolamentos coincidentes com a realização de seus comícios ), denúncia de crime eleitoral ( distribuição de cestas através da prefeitura), tentativas de impugnação de Copes às vésperas da eleição, uso e abuso do poder econômico ( comprou e distribuiu gratuitamente tiragem extra de um tablóide local, cuja edição sonegava informações da oposição ) e o próprio candidato invadindo as secções eleitorais no dia da eleição, criando sério constrangimento ao eleitor, são alguns episódios promovidos.Imagine o mais que não pode ter ocorrido e o que se encontra, ainda, encoberto, quando sobram recursos e faltam escrúpulos. 
 
Assim, o resultado refletiu a ação bárbara e desesperada de JCM. Alguns pretensos ingênuos, companheiros de jornada e campanha do rei alegam que os números finais revelam a vontade da maioria ( ? ), o reflexo do mensalão ( ? ) e a extrema competência ( ? ) do mesmo. Acredite se quiser. Estamos diante de um governo que iniciará quebrando, em campanha, a promessa de um padrão de seriedade e zelo com a coisa pública, para decepção dos camaqüenses. Pede agora que o ódio - atitude que partiu de seus militantes - fique para trás, e que todos trabalhem por Camaquã, atribuindo para si o papel de pacificador. Vossa alteza não pode continuar pensando que no reino não existe trajes melhores que os seus, desejando que todos vejam nele o mais bem vestido cidadão de Camaquã. A roupa caiu – junto com o rótulo de baluarte da moral e da ética. A cidade merece uma explicação.