As celebrações do aniversário chegam ao auge na noite de hoje (13) com a “Serenata de la fidelidad”, organizada pela Fundação do amigo e pintor equatoriano Oswaldo Guayasamín (1919-99), no Teatro Karl Marx de Havana.
Depois de 48 anos no poder, Fidel foi acometido de uma doença grave, passando o comando ao irmão Raúl em 31 de julho de 2006, marcando o fim de uma era na história da ilha de 11 milhões de habitantes que, lentamente, foram se acostumando a sua ausência.
Consagrando as reformas de seu irmão, Fidel causou impacto há um ano com a frase “o modelo cubano já não funciona nem sequer para nós mesmos”.
“Seu momento histórico passou. O Congresso marca a consolidação de Raúl, que é pragmático e racional, mas não democrático”, opinou o economista opositor Oscar Espinosa.
O analista cubano Arturo López-Levy rebate: “Fidel é o grande conselheiro das decisões estratégicas no país. Na América Latina, é visto como um patriarca da esquerda que aconselha Chávez e reflete sobre os modelos socialistas e seus erros”, disse.
Homem das tribunas e dos discursos quilométricos, Fidel dedicou-se a escrever artigos na imprensa sobre os problemas mundiais — já somam 361 — a partir de seu retiro, na casa da zona oeste de Havana, onde vive com a mulher Dalia Soto del Valle.
“Apesar do afastamento, mantém a liderança dentro e fora de Cuba. Agora está publicando menos porque envolveu-se com os problemas de saúde de Chávez, mas está aí”, disse Dayamí Arroyo, uma trabalhadora de 32 anos.
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